O efeito do colapso da cobertura de aço nos pilares de concreto de fachada de um depósito em situação de incêndio. Um estudo de caso.

Igor Pierin, Valdir Pignatta Silva, Mauri Resende Vargas

Abstract


Em muitas situações correntes, as Instruções Técnicas dos Corpos de Bombeiros e as normas brasileiras dispensam a verificação das estruturas de coberturas em situação de incêndio, desde que seu colapso não prejudique a estabilidade dos pilares e dos fechamentos. Em incêndio, a cobertura de aço de um edifício industrial deforma-se pelo aquecimento, em uma geometria semelhante a uma catenária, provocando forças horizontais nas extremidades superiores dos pilares. Assim, mesmo coberturas simplesmente apoiadas que não compõem um pórtico com os pilares de fechamento poderão leva-los ao colapso, portanto, deveriam ser revestidas contra fogo. Devido às pequenas dimensões dos elementos estruturais da cobertura, o revestimento contra fogo é economicamente inviável, criando dessa forma um problema na prática de projeto. Este trabalho apresenta um procedimento com base em literatura estrangeira, em que se consideram os esforços horizontais nos pilares, que devem ser resistidos por eles e pelas fundações. Esses esforços devem ser determinados e os pilares devem ser verificados para a situação de incêndio. O objetivo deste trabalho será detalhar esse procedimento, adaptá-lo às normas brasileiras e aplicá-lo a um estudo de caso.



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